Em Águas Sombrias de Paula Hawkins

Título: Em Águas Sombrias
Autora: Paula Hawkins
Ano: 2017
Editora: Record
Páginas: 364

Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.
Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.
   Livro enviado pela editora em ação para resenha.


   É meio triste ler um livro e ter expectativas altas e acabar se decepcionando, sempre ouvi elogios a Paula Hwakins, por causa do livro anterior da autora que é o A Garota no Trem, mas infelizmente a leitura de Em Águas Sombrias não fui tudo pelo que esperei, na verdade acho que a autora tinha uma obra incrível, mas infelizmente faltou alguma coisa.

   Na obra vamos conhecer vários personagens, e todos acabam tendo suas vidas entrelaçadas por causa da pequena cidade em que moram. Beckford é uma cidade pequena no interior de Londres, conhecida pelos suicídios no Poço dos afogamentos e também pelos homicídios das bruxas em épocas passadas, e é lá que Jules e Nel Abbott nasceram, cresceram e obtiveram muitas de suas experiências, e também traumas. Jules cresceu e deixou tudo aquilo para trás, inclusive sua irmã mais velha Nel, que permaneceu na cidade, escreveu livros, ganhou prêmios e constituiu uma família com sua filha Lena. Porém tudo muda quando Nel é encontrada morta e Jules precisa voltar a cidade para rever a irmã (agora morta), cuidar de sua sobrinha que a odeia, e compreender o que realmente houve com Nel.

“ SEMPRE TIVE UM POUCO de medo de você. Você sabia disso, gostava do meu medo, gostava do poder que ele lhe dava sobre mim. ”

     A história toda gira em torno de Nel e seu suicídio, a partir dai vamos conhecendo Jules sua irmã, Lena sua filha, o policial da cidade Sean que mora sua esposa Hellen e seu pai Patrick, e trabalha no caso com a recém-chegada policial Erin e Nickie uma senhora acredita ser descendente de bruxas e vive sendo desacreditada pelos moradoras da cidade que a taxam de louca. Existem outros personagens, mas ao decorrer da história infelizmente percebemos que estão ali apenas para um completo e não exatamente pra dar sentido, os mais importante já citei e agora começa toda a complexidade da obra. Paula é uma ótima escritora, cada um de seus personagens principais foi bem estruturado e chegam a ser bem criveis, o cuidado com os detalhes é espantoso porque sentimos a necessidade de estar na leitura e cada mudança, cada cena de suspense nos mantém presos ao livro.


    Infelizmente nem tudo é perfeito né? A autora abriu muitas discussões importantes como: O papel da mulher na sociedade, a misoginia dentro das relações femininas, o feminicídio, o que é estupro, o que é pedofilia, e até onde relações sexuais são consentidas ou não. Mas por algum motivo e talvez por ser o primeiro livro escrito pela autora, os assuntos se perderam no excesso de detalhes e acabaram apenas sendo jogados no livro de forma aberta e sem aprofundamento. O que é engraçado porque a construção de alguns personagens e sua evolução na história e todo o suspense que foi criado até a metade da obra me deixaram uma impressão diferente, Jules por exemplo, chega à cidade natal apenas pela obrigação legal, porém é odiada pela sobrinha e sofre com os fantasmas do passado, mas com o decorrer da história ela revive esses momentos, confronta seus fantasmas e tire de si todo esse peso e dor. Mas em contrapartida temos Lena que se inicia como uma garota mimada e grosseira, mas entre seus altos e baixos ela evolui, melhora um pouco, mas depois decai, e quando digo decai é porque realmente a personagem chega em um nível que mesmo ao final eu não compreendo qual o sentido.

“ As coisas que quero lembrar, não consigo, e as coisas que faço de tudo para esquecer não param de voltar à minha memória. “

    E nesse ponto chegamos a uma outra questão, qual a moral da história? Infelizmente terminei a leitura com uma impressão um pouco distorcida do que exatamente seria a obra, a obra me deixou com uma sessão de impunidade em dois momentos e não foi legal terminar com essa sensação. É meio complicado querer um final feliz numa obra desse estilo e eu aceito isso, mas eu realmente ainda estou tentando compreender o que aconteceu ali e o motivo pelo qual a autora fechou a história daquele modo, faltou uma explicação.


    Em Águas Sombrias é um livro que começa muito bem, que flui bem e prende o leitor, mas isso só dura até metade da leitura, a partir disso a história fica lenta e monótona, cheia de detalhes e momentos desnecessários ao enredo de modo geral. E mesmo com um desfecho aceitável senti que algumas motivações ficaram em falta nos momentos mais cruciais, não é uma obra ruim, mas parece que perto do final a autora se perdeu e tomou um rumo que não combina com a premissa incrível que nos é apresentada no início, o que é uma pena.

Nota:








7 comentários:

  1. Hey, Paac!

    Diferente das outras pessoas eu detestei A GAROTA NO TREM e, quando terminei de ler, prometi a mim mesma que não leria mais nada da autora.
    Eu também recebi esse livro, mas nem mexi. Vou sortear no blog, acho.
    Fico feliz em saber que eu não estava errada.

    Beijos!

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  2. Eu acho que essa leitura não fluiria muito bem para mim, pelo que li dela por aí. Acho que não é um estilo que me agrada muito, infelizmente...
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  3. Gostei da sua resenha e sinceridade. Eu li esse livro mês passado e adorei. Eu gostei mais de Em Águas Sombrias do que A Garota no Trem. Apesar de muitos personagens e uma trama um tanto confusa no início (tô começando a achar que essa é uma característica da escrita da autora rs), gostei de como a história se desenvolveu. Como eram mts personagens, talvez o livro pudesse ter mais páginas abordando um pouco mais histórias que foram deixadas de lado a medida que a leitura avançava. Mas isso pra mim não fé muita diferença. O livro bem prendeu do início ao fim e eu gostei bastante! ☺️

    Beijos,
    Jo - www.curtaleitura.com.br

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  4. Olá,
    Ainda não tive nenhum contato com a escrita da Paula, mas tenho muita vontade.
    Tive o prazer de assistir ao filme A garota no trem e gostei bastante, me deixando mais animada para fazer a leitura do livro.
    Uma pena que você tinha tantas expectativas mas que acabou se decepcionando por faltar algo na obra. Quero muito saber se os personagens apresentam alguma outra ligação além da cidade onde vivem.
    Adorei saber suas impressões.

    LEITURA DESCONTROLADA

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  5. Eu ia começar a ler essa mulher por esse livro, mas a verdade é que todas as resenhas estão me destruindo, viu? Tô quase abrindo mão dela, mesmo tendo adorado ver A Garota do Trem (filme).

    http://laoliphant.com.br/

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  6. Olá, tudo bem? Nossa a opinião de todos sobre o livro é bem dividida. Poxa que pena que no meio para o final não tenha funcionado. Confesso que a história já uma do tipo que não me atrai por isso não iria a realizar a leitura tão cedo. E vendo esse desanimo, deixo tardando mais ainda. Ótima e sincera resenha!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  7. As opiniões acerca dos livro dessa autora são bem divergentes. Pela premissa, a história parece ser bem intrigante e interessante, uma pena que não funcionou totalmente para você. Num futuro bem distante eu pretendo dar uma chance aos livros dessa autora, mas por enquanto vou deixar em stand by mesmo.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura | Facebook | Instagram

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