Dias Perfeitos de Raphael Montes


Título: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes 
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 280
Skoob: Adicione

Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.



    Oi gente, tudo bem? Eu sou a Débora e fui convidada pela fofíssima dona desse blog a contribuir com o time de colunistas e aceitei com muito prazer. Para estrear vamos de resenha de um dos livros mais impactantes que li em 2014, Dias Perfeitos, do carioca Raphael Montes.

   Fazia tempo que eu não lia um livro policial e fiquei curiosa depois de ver várias criticas positivas sobre Dias Perfeitos e a genialidade de Raphael, um autor jovem ( nasceu em 1990) que está despontando como uma das grandes promessas da literatura nacional. Se vocês ainda não conhecem o trabalho do Raphael não deixem seu ano terminar sem ele ( seu primeiro livro, Suicidas é igualmente impressionante). E não esqueça do copo de água com açúcar, talvez vocês possam precisar.

Vamos lá? Deixem-me apresentar o Téo.

Ele estuda Medicina no Rio de Janeiro, mora com a mãe Patrícia que é paraplégica e de quem cuida com um carinho mecânico todos os dias pois garante não ver importância no amor e nutre um mínimo de carinho( ou algo parecido com isso na sua visão) apenas por Gertrudes, que o ouve atentamente sempre que precisa. Quem é ela? Um cadáver usado nas aulas de anatomia e batizado com esse nome por ele. Sua rotina monótona se transforma quando ele vai a um churrasco por insistência da mãe e conhece Clarice.Espontânea e amigável, ela é estudante de cinema, está trabalhando no roteiro de um road movie chamado Dias perfeitos  e o conquista de imediato.

O problema é que Téo é uma mistura de inocência bizarra e inadequação, uma bomba relógio prestes a explodir.


Obcecado, começa a segui-la, com atitudes extremas, psicóticas. Se aproxima dela de forma insistente e quando é rejeitado acaba batendo em sua cabeça com um exemplar de um livro de Clarice Lispector, que havia comprado para presenteá-la. Desesperado a esconde na mala que ela usaria em uma viagem para terminar o seu roteiro( sim, em uma mala, você leu direito) e a carrega para o hotel onde ela se hospedaria. Em sua mente doentia ele acredita que irá ajudá-la em seus escritos, pois a ama e para eles só isso deveria bastar.
A história passa por Teresópolis ( aí vocês entenderão o anão na capa do livro) e uma praia deserta em Ilha Grande, onde a tortura psicológica e sordidez que envolvem Téo e sua amada atingem o ápice, em passagens que sufocam, desesperam e seduzem.Téo é frio, planeja seus atos com calma e justifica o absurdo deles com o amor que só ele enxerga e sente .



Raphael Montes não deixa dúvidas desde a primeira página sobre a personalidade de Téo: a forma como ele encara os cuidados com a mãe (só o faz, segundo ele, por ser o que se espera de um filho), as aulas de anatomia e sua amizade com Gertrudes já deixam claro desde o começo que ele é capaz de tudo, assim como o  próprio autor , que escreveu um thriller que  choca e nos algema junto com Clarice.E ainda o fechou com chave de ouro, em um daqueles finais que ficam na memória.
Não sem antes nos deixar com ódio de Téo e dos momentos em que nos revoltamos por ele parecer ser um grande sortudo.
Talvez eu conheça um Téo, talvez você conheça. Espero que não.

Nota:



5 comentários:

  1. Olá!
    Adorei a resenha!
    Gosto muito de livros psicopatas e me encantei por esse, quero ler em breve!
    =D

    http://osdragoesdefogo.blogspot.com/

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  2. Adorei o tipo de escrita da autora e a forma como ela tece todo o desenrolar ^^ fiquei curiosa sobre o livro!

    Beijos Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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  3. Menina, eu fiquei chocada só pela resenha. Vou adicionar esse livro na minha lista de leituras para 2015.
    http://tudoqueeuli.blogspot.com

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  4. Oi, gente. O Raphael é um daqueles autores que a gente tem que ler... Super indico o Suicidas, seu primeiro livro.Daqueles pra ler com as luzes beeeem acesas.

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  5. Sou uma amante de thrillers, e não consigo me conformar como não havia descoberto esse livro ainda! Não é a primeira vez que vejo a capa, mas não tinha lido a sinopse ou nada sobre, então não sabia nem de qual gênero se tratava, bom, resumindo preciso ler ele pra hoje, amei a resenha e sinto que vou a história!
    Beijos, seguindo o blog!

    http://veiasliterarias.blogspot.com.br/

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