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O Verão em Que Tudo Mudou de Thais Wandrofski e Vinícius Grossos

outubro 16, 2017

Título: O Verão em Que Tudo Mudou
Autora (o):  Thais Wandrofski e Vinícius Grossos 
Editora: Faro Editorial
Ano: 2017
Páginas: 304 
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Sinopse: A vida às vezes guarda inúmeras surpresas. Sem avisar, ela muda de direção. Na hora você não entende, já que “tudo parecia estar bem”. Então percebe que havia sinais.... um sentimento, uma lembrança, um fato que parecia bobo, mas não era... É quando a gente entende que todo o caminho estava errado, que nada fazia muito sentido. Pelo menos, pra você. Fred sente-se absolutamente comum diante de um mundo com tanta gente especial. Lavínia, ao alcançar aquilo que parecia um sonho, algo pelo qual tanto lutou descobre que a nova conquista nunca foi realmente um desejo seu. E Sol, sem perceber, vive sempre à espreita, desconfiada, em constante alerta, tentando controlar tudo ao redor, na esperança de não se ferir novamente... Mas que controle podemos ter diante de tudo? Três jovens, de cidades distantes, com diferentes realidades, descobrindo o mundo a partir de suas próprias escolhas: complexo, difícil, libertador.Três histórias que se cruzam, no exato momento em que se coloca, diante de cada uma delas, uma exigência capaz de definir algo para o resto de suas vidas.



   Um livro sobre dilemas típicos da adolescência que retrata o que acontece de verdade com nossas cabeças nessa fase da vida, decisões sobre profissão, visão de futuro, aquela fase em que aprendemos a nos enxergar como realmente somos e decidir o que fazer a partir dali. Amei a leitura, me envolvi do início ao fim, três contos distintos que pude me identificar em alguns aspectos, os autores estão de parabéns.


   Fred, Lavínia e Sol, três adolescentes em fases decisórias de suas vidas, muita coisa está pesando, sonhos a serem encontrados, expectativas familiares, e o seu eu a ser encontrado. Aos 18 anos muitas questões surgem na vida, tomar decisões já é possível e elas tem que ser tomadas sozinhas o que fica bem frustrante. Fred ainda não conhece as meninas, mas com tantas coisas que irão acontecer para esses três, uma amizade em comum os tornará amigos no final.


   As histórias não têm a finalidade principal de se conectarem, mas nas ultimas páginas é o que acontece rsrs, achei o livro maravilhoso para refletir sobre quem somos, o que queremos ser, o que devemos nos permitir para ter felicidade. Sonhar é o propulsor da felicidade. Ter apoio e pessoas que tornam nossas vidas melhores e nos impulsionam a sermos quem realmente queremos é fundamental.


   Os três personagens principais são muito interessantes, seus dilemas, falta de coragem para desbravar seus medos e descobrir quem realmente são é envolvente, descobrir que muitos adolescentes passam pelo mesmo e não conseguem se desvendar é frustrante, nesse livro os autores demonstraram que mudar e se auto descobrir é algo não só dependente de si mesmo, mas de apoio das pessoas que amamos e são importantes. As frases, ilustrações e cores usadas tornam a leitura até mais animada, por que queremos cada vez mais ver quais as próximas mensagens e desenhos retratados.



   A linguagem é jovial e as aventuras são engraçadas, envolventes e de muitas autodescobertas, é um livro que motiva sonhos, que busca encorajar desejos mesmo que pareçam difíceis de ser alcançados, apoio é o melhor ponto de partida para começar a viver de verdade.

Nota:







Os Filhos da Tempestade de Rodrigo de Oliveira

outubro 13, 2017
   
Título: Os Filhos da Tempestade
Autor: Rodrigo de Oliveira
Ano: 2017
Editora: Planeta do Brasil
Páginas: 336
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Sinopse: Uma aventura surpreendente, em um dos lugares mais misteriosos da terra. Um grupo de jovens deixa o Rio de Janeiro com destino aos Estados Unidos. O que seria apenas uma viagem de uma
Turma do conservatório de música acaba ganhando os contornos de uma tragédia: ao sobrevoar a misteriosa região do Triângulo das Bermudas, o avião é atingido por uma violenta tempestade e cai no mar. Os sobreviventes agora se veem presos numa ilha deserta, perdendo o contato com o resto do mundo. Nesse lugar paradisíaco, habitado por uma força maligna ancestral e onde se esconde um terrível segredo envolvendo uma jovem bruxa do século XVII, os garotos precisarão lutar pela própria vida, superando grandes desafios e enfrentando seus piores medos. Rodrigo de Oliveira, autor da saga As crônicas dos mortos, traz em Filhos da tempestade uma história repleta de ação, suspense e terror, de conflitos e descobertas, envolvendo um improvável triângulo amoroso que desafia a própria morte.


   O livro narra a tragédia de um grupo de jovens de um conservatório de música originários do Rio de Janeiro que em uma viagem de avião com destino ao Estados Unidos. A equipe sofre um acidente aéreo e acaba parando numa ilha mística e paradisíaca repleta de segredos e maldições. Todos os esses mistérios têm relação com um pacto sinistro feito por uma bruxa do século XVII. 


   Como protagonista entra em cena um adolescente brasileiro de 14 anos, Tiago, que está com um big crush por uma colega do conservatório, Cíntia, e pronto para impressioná-la. Tiago é inteligente, justo e passional, já Cíntia é a garota mais desejada de todas do conservatório, lindíssima, esperta e mega responsável. No começo, eu não gostei muito do Tiago, achava ele meio clichê, maaaas o personagem dele desenvolve bem, assim como o restante do grupo devido as várias tretas que desenrolam na ilha. 

    Estão todos no avião vibrantes com a viagem, diante das possibilidades de experimentar algo novo, já que vão dar aquela escapadinha dos pais. Aí.... Sabe aquele momento que você tá no avião e começa a turbulência e você já acha que vai sofrer um acidente horrível e se arrepende de não ter prestado atenção a dicas de sobrevivência? Pois é! Acontece com os coitados. O acidente dizima todos os adultos e deixa um grupo de sobreviventes inseguro e desesperado de adolescente a mercê de um paraíso enigmático. 


   Sobre minhas impressões do livro: Eu amei ler uma obra de um brasileiro desse gênero, eu particularmente, estava muito acostumada com literatura estrangeira para livros de terror/ suspense e essa ler algo escrito por brasileiro sobre personagens brasileiros foi animador. 

   Simpatizei muito com a parte da bruxa e acho que dava um livro só para ela! A bruxa é Carol Smith que é uma moça que foi presa pela inquisição sobre acusação de bruxaria em 1697 na Era Cristã. No momento de julgamento o Juiz Sewall, responsável pela condenação de Carol, acaba por decidir enviar a mocinha para a Itália para ser julgada pelo Vaticano. A bruxa inicia sua jornada cruzando o mar de navio em destino a Itália, porém nunca chega ao seu destino, pois durante a viagem ela toma uma decisão que mudaria o seu destino e dos jovenzinhos cariocas para todo o sempre, amém. A premissa do livro lembra a série Lost, tipo um Lost teen, só a premissa mesmo. Tem aquilo da ilha de influenciar seus moradores, ser encantadora, porém perigosa. Também tem um grupo de pessoas que vai parar numa ilha depois de um acidente de avião. As semelhanças param aí mesmo, e o livro segue seu próprio rumo. Até porque como adolescentes eles estão naquele momento de autodescoberta e também de impulsividade, um pouco diferente do pessoal lá de Lost. 

 

   O desenrolar do livro é acelerado, os eventos progridem rapidamente e você não fica entediado com descrições muito longas, porém eu senti falta de uma contextualização mais detalhada dos personagens, em relação a características, personalidade e até fisicamente mesmo, sabe? Para construir a imagem da personagem na cabeça de forma mais precisa. 

    Sobre o final, e é um livro que não entrega logo tudo, então tem muitas surpresas e reviravoltas divertidas que recheiam o livro e colaboram para um final espantoso. Fiquei com vontade de ler As Crônica do Mortos do autor também porque adoro zumbis e gostei bastante do trabalho do autor.

Nota:







Dirk Gentlys

outubro 11, 2017

Classificação: Comédia, sci-fi;
Temporadas: 1;
 Episódios : 1ªTemp - 10Ep;
Produzida por: Netflix e BBC;
Escritor/Criador: Max Landis;
Atores:Samuel Barnett (Dirk), Elijah Wood (Todd Brotzman), Hannah Marks (Amanda Brotzman), Jade Eshete (Farah Black), Fiona Dourif (Bart), Mpho Koaho (Ken);
IMDb: 8,4
Filmow: Adicione
Banco de Séries: Adicione
TVShow Time: Adicione

Sinopse: Baseada nos livros de Douglas Adams (Guia do Mochileiro das Galáxas), a série acompanha Dirk (Samuel Barnett) como um detetive de estranha metodologia, que acredita que pode solucionar qualquer mistério apenas seguindo adiante com sua vida, indo de um lugar a outro. Ele é acompanhado por Todd (papel de Elijah Wood), um amigo bastante honesto em demonstrar seu pouco entusiasmo em ajudar Dick em seus casos.

   Se existe uma série que não é para ser entendida, e sim, sentida, é essa. E o sentimento é uma bela mistura de confusão, alegria, um pouco de tristeza, e muita, muita diversão.
  Dirk se denomina um detetive holístico, que seria um detetive que vê as coisas de um panorama maior, mais geral... O problema é que o panorama dele é... digamos, geral ao ponto dele nem fazer nada para o caso em si, ele acredita que o universo vai dar conta de tudo. Ele só precisa decidir que está investigando o caso, e assim o Universo fará seu papel. No meio disso tudo temos Todd, um cara normal, que trabalha num hotel, em que acontece um assassinato muito do intrigante, e ele acaba se envolvendo com Dirk, que está investigando esse caso. Mesmo ele não fazendo nada.


   Essa série tem várias linhas que você começa achando que são paralelas, mas que com o tempo vão se interligando, tipo a irmã de Todd, Amanda, que tem uma doença em que ele tem a sensação real de estar se afogando/ pegando fogo/ segurando uma faca pelo gume.. e assim por diante. Ela aparece como um personagem para aumentar o núcleo de Todd, mas do meio pro fim, a linha da história dele se torna muito interessante.


   E é assim que resenhamos Dirk Getlys, no fim, o Universo fará a parte dele, e tudo vai fazer sentido. Mas a viagem é muito boa, e por isso não tem como falar muito, pois qualquer coisa tira o gosto de loucura/ humor/ e quero mais, da série;


  Aaaaah. Bart. Lembrem-se desse pequeno nome. B-A-R-T. Ela, no momento é uma das minhas personagens femininas favoritas. Imagina uma pessoa que acredita em toda essa viagem do Dirk, mas em vez de resolver casos, ela mata pessoas. É. Ela é uma assassina holística, isso, ela sai matando as pessoas porque o universo quis. Só aceitem, e assistam.


Nota:








Enraizados de Naomi Novik

outubro 09, 2017

Título: Enraizados
Autora: Naomi Novik
Editora: Fantástica Rocco
Ano: 2017
Páginas: 384
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Sinopse: Autora da aclamada série Temeraire, bestseller do The New York Times, Naomi Novik introduz um mundo novo e ousado, com raízes fincadas no folclore eslavo, em Enraizados, indicado ao Hugo e vencedor do Nebula, entre outros prêmios literários. Na trama, Agnieszka e Kasia são melhores amigas e levam uma vida tranquila no vale. Mas essa tranquilidade cobra seu preço. Afinal, às margens do vilarejo onde moram fica a temida Floresta corrompida, cheia de um poder maligno desconhecido, e para impedir que ele avance para além das fronteiras da Floresta, o povo do vale conta somente com a proteção de um mago frio e ambicioso, que a cada dez anos exige que uma jovem do vilarejo seja entregue para servi-lo. Enquanto a próxima escolha se aproxima, Agnieska teme por sua bela, graciosa e corajosa amiga. Mas pode ser que ela esteja errada. Porque, quando o Dragão chegar, não é Kasia que ele vai escolher.



   Muita magia, originalidade, e magos com nomes de animais fantásticos em uma época medieval é o que enraizados nos traz de modo surpreendente.
  Agnieszka é uma jovem que sempre viveu livre, filha de dois camponeses, ama sua vila e as pessoas que habitam nela, porém próxima a sua vila há uma Floresta que foi corrompida e está cheia de um poder muito maligno e para protege-la um mago chamado de Dragão habita as redondezas e mesmo tendo a certeza de que ele vai escolher sua melhor amiga Kasia, todos na vila ficam surpresos quando o mago escolhe Agnieszka.


  Enraizados é um livro de premissa diferente, mesmo os mais acostumados com livros de fantasias se sentem instigados a ler a obra, e apesar de não ser exatamente o que imaginei a obra não decepciona e fez uma leitora assídua de fantasias muito feliz em cada linha dessa história. Agnieszka é uma personagem que do início ao fim não conseguiu me convencer, sua visão de vida é boa de ser lida, e isso se deve muito a escrita fluída de Naomi, mas confesso que a personagem não era bem o que eu esperava, suas atitudes irresponsáveis e infantis me deixavam bem irritada, ela fazia as coisas sem pensar nas consequências e quando as mesmas vinham ela culpava o dragão, sua teimosia a torna uma personagem bem chata na minha opinião e não vi muitas mudanças ao decorrer da história, ela se torna mais comedida  mas continua ainda agindo de modo irresponsável em certos momentos.


   Dragão foi um personagem que aprendi a compreender mas ainda acho complicada a forma como ele foi construído, sendo arrogante, grosseiro e até mesmo abusivo no início do livro ele vai se tornando mais gentil com o decorrer do tempo e companhia de Agnieszka, o que me passou aquela ideia romântica de que mudamos o outro a partir do amore achei bem complicado isso em se tratando dos tempos que vivemos hoje, mesmo sendo uma evolução drástica do personagem vinda de uma reflexão devemos ter cuidados em como passamos essa mensagem.


   Naomi foi incrível na criação das magias e da forma maligna habitada na história, o leitor tem o prazer de ir aos poucos junto dos personagens descobrindo o que habita a floresta, que mal é esse que corrompe diversos seres vivos e dizima vilas em tão pouco tempo. A escrita da autora me conquistou, me via preza a leitura e não me separar do livro e nem interromper minha leitura pra nada. Com uma dosagem bem equilibrada vamos sendo guiados por um romance que nasce aos poucos e vai se ambientando de acordo com os corações de cada personagem, sem dramas demais ou distância demais, aprendemos a gostar do casal que foi unido pelo amor e pela magia.

   Enraizados é uma obra de fantasia que nos surpreende pela premissa inocente de uma história grandiosa que tem capacidade para ser um grande best-seller

Nota:









Lembra Aquela Vez de Adam Silvera

outubro 06, 2017


Livro: Lembra aquela Vez
Autor: Adam Silvera
Editora:  Rocco Jovens Leitores
Páginas: 336 
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Sinopse: Finalista na categoria romance juvenil do Prêmio Lambda, o mais tradicional do segmento de literatura LGBT do mundo, e celebrado por veículos como The New York Times (“lindo romance de estreia”) e Chicago Tribune (“comovente”), entre outros, Lembra aquela vez conta a história de um garoto do Bronx (re)descobrindo sua sexualidade.
Aos 16 anos, Aaron carrega no pulso uma cicatriz que registra a dor pelo suicídio do pai, mas, com o apoio da mãe e da namorada, Genevieve, está determinado a seguir em frente. Quando a garota viaja para um acampamento, porém, Aaron se aproxima de Thomas, e acaba encontrando nele mais do que um melhor amigo. Confuso, Aaron considera recorrer ao LETEO, um instituto que realiza procedimentos científicos para apagar memórias indesejáveis, na tentativa de esquecer lembranças ruins e, principalmente, quem ele é. Mas será possível encontrar a felicidade fugindo de si mesmo? Com uma narrativa pungente e sincera, Adam Silvera fala sobre bullying, homofobia, medo, incertezas, ética, amizade, amor, aceitação e a procura pela felicidade.


   Eu não sei ao certo todos os sentimentos que tive acerca dessa leitura mais eu realmente adorei a obra de um jeito que é difícil colocar em palavras já que ainda estou refletindo sobre ele.


   Aaron Soto é um adolescente que vive em uma área pobre e recentemente passou por alguns traumas, mas sua vida até vai bem, porém sua namorada Genevieve decide viajar para fazer um curso de pintura, e durante esse período Aaron acaba se tornando amigo de Thomas, um adolescente que tem medo de responsabilidade e desiste fácil das coisas que gosta. Com a amizade crescendo entre eles Aaron começa a se sentir estranho e compreende que seus sentimentos por Thomas vão além de uma amizade. Na busca de esquecer tudo isso ele decide recorrer ao Leteo, uma espécie de cirurgia para apagar memórias, porém essa não é uma decisão fácil, já que esquecer memórias ruins nem sempre traz felicidade.


   Não consigo descrever ao certo os sentimentos sobre essa leitura porque a obra teve uma reviravolta tão louca e uma linha de tempo tão confusa que eu me perdi na compreensão dos fatos, mas entendam a confusão toda é em mim não na obra, ela é bem desenvolvida e a escrita de Adam um primor a parte, mas ainda estou meio chocada com a reviravolta, que mesmo ficando obvia no meio do livro o leitor ainda se sente meio trouxa por não ter entendido antes haha. Aaron é um adolescente que na descoberta de sua sexualidade acaba sofrendo por ser gay, e esse sofrimento gera nele pensamentos e atitudes de autoextermínio e na busca por esquecer o que é, ele acaba se perdendo. Ainda não entendi minha relação com esse personagem, gosto dele e compreendo sua dor mas acho que todo o sofrimento de sua vida poderia ser resolvido de um modo menos invasivo do que o que ele escolheu. Acredito que boa parte disso se deve a forma como seu ciclo de convivência lida com ele, a relação e o medo de imposição de algo tornou os adultos ao seu redor provedores de um sofrimento ainda maior que o necessário.


   A tecnologia do esquecimento criada por Adam nesse livro é bem original, as motivações por trás dela são interessantes, o autor deixou claro porque Leteo foi criado e qual o intuito de sua criação, não foi simplesmente jogado ao leitor, houve por parte do autor um interesse e respeito aos leitores ao desenvolver e explicar o que exatamente é o Leteo. Adam criou uma metáfora sobre o peso do passado dentro dos nossos traumas, mas também como forma de nossa evolução, para mostrar um personagem que foi até as últimas consequências até compreender a responsabilidade de seus atos. E trouxe uma visão diferente sobre como a homofobia pesa dentro do contexto da vida adolescente, sem se perder na perspectiva de ‘’há uma cura’’ para a homossexualidade, na verdade a obra cria bem esse paralelo e deixa claro ao leitor que a orientação sexual está para além de um fator que pode ser modificado.


   Lembra Aquela Vez é um livro que aborda diversas temáticas que são comuns a adolescência e que não deixam de ser importantes na vida adulta, de forma filosófica e bem original, é fácil se perder nas páginas da obra e na história que pretende interligar memórias do passado e do presente e deixar o leitor refletindo horas a fio após o termino da leitura.

Nota:








03 Motivos Para Ler: A Bela e a Adormecida

outubro 04, 2017
Créditos: B9.com

   A Bela e Adormecida é uma obra escrita por Neil Gaiman e ilustrada por Chris Riddell e foi publicada em 2015 pela Rocco Jovens Leitores e cuja resenha você pode ler aqui. Agora vem comigo porque listei 03 motivos para você ler essa obra que é bem curta mas vale muito a pena.


Primeira Experiencia com a escrita de Neil Gaiman.

  A Bela e a Adormecida foi a primeira obra de Neil Gaiman que eu tive o prazer de ler, e mesmo já conhecendo a fama do autor eu nunca tinha me dado essa chance e decidi tentar justamente com essa obra e me surpreendi bastante com o quanto a leitura é boa e surpreendente. E se você nunca leu nada do autor, pode começar por esse que não vai se arrepender.


Empoderamento da Princesa.

   É fácil falar sobre empoderamento feminino, mas na prática nem tudo é como imaginamos, nesse momento em que estamos, vemos com mais facilidade as mulheres empoderadas de cada área e principalmente nas mídias, mas na literatura isso ainda é um pouco mais raro e vindo de um autor do sexo masculino que procurou reproduzir essas atitudes é lindo de ver e ler. Branca de Neve neste conto é a força feminina que sempre buscamos nos contos de fadas.


A Mistura dos Contos e das Princesas.

   Branca de Neve é sempre retratada de forma meiga e ‘’dona do lar’’ e nesse conto ela é a força, o poder e a coragem, e na busca por salvar seu reino ela acaba por decidir ir até o reino da Bela Adormecida e nessa aventura ela não só salva o seu reino como salva a Princesa Aurora e o reino adormecido. Gaiman misturou os contos de forma majestosa e diferente do que comumente lemos ou ouvimos e claro sem um príncipe salvando todo mundo. Nesta obra o obra é totalmente feminino.

Minha Nota é: 








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